Guardadores de carros legalizados ou não, fazem desse trabalho informal, a fonte de renda de muitas famílias. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, são mais de 190 pessoas cadastradas, trabalhando regularmente tomando conta de automóveis no centro e região da Savassi.
Confira em nosso vídeo o que as pessoas acham do trabalho dos Guardadores de Carros.
Com traquilidade e muita cortesia "Guardador de Carros" conquista clientes em BH
como é cadastrado pela prefeitura de Belo Horizonte ele afirma que é mais respeitado pelas pessoas. “Gera mais segurança para os meus clientes quando me vêem com o colete da prefeitura”. Partindo do principio que o bom atendimento é que conquista o cliente José Celestino procura ter um diferencial. Em dias de chuva, Celestino leva uma sombrinha para proteger seus clientes da água. "Todo mundo gosta quando chego com o guarda chuva e levo o cliente até a porta de onde ele quer ir, principalmente quando há casamentos aqui na igreja de Lourdes. Segundo Celestino “a mulherada não gosta de estragar a maquiagem e muito menos os cabelos que elas levaram um tempão no salão arrumando".
A rua – um espaço hostil
Trabalhando nas ruas algumas coisas que parecem simples para qualquer trabalhador fica mais complicado para alguém como José Celestino, como ir ao banheiro que para isso depende da boa vontade dos comerciantes da região onde trabalha “Como todos já me conhecem em qualquer lugar que eu entro me deixam usar o banheiro tranquilamente”.
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Batizada como Terezinha de Jesus Carvali e mais conhecida pelos os belo-horizontinos como Terezinha do Mercado Central, a ascensorista se destaca entre todos os funcionários do local pelo bom humor, simpatia e alegria de viver.
Ela nos conta que começou como faxineira e pouco tempo depois foi promovida a ascensorista. Nascida no Paraná, mas mineira de coração Terezinha é uma unanimidade entre os freqüentadores do Mercado Central.
Ouça em nosso podcast o que as pessoas falam de Terezinha
Pegamos carona em seu elevador onde Terezinha abre o coração e nos conta que para aprender a ler começou a recortar letras em jornais com as quais formava as palavras pouco a pouco. Clientes mal humorados? Existem aos montes por aí e no Mercado Central não é diferente apesar de ser um lugar onde a alegria reina. Terezinha revela que alguns clientes não gostam de serem chamados de “oi moço bonito” (é assim que Terezinha costuma chamar os clientes do Mercado Central que utilizam o elevador onde ela trabalha). “Uma vez um senhor ficou zangado de ser chamado de “moço bonito”. Eu respeito a opinião de cada um então não o chamei mais de moço bonito”.
Todo esse furor em falar de Terezinha se da simplesmente pelo fato de ela teimar em ser feliz. “Quando tenho um problema simplesmente venho trabalhar e sorrio, sorrio sempre porque sorrir faz bem pra alma e pro coração”.
E pra quem acha que ficar por mais de 6 horas em um elevador é algo desagradável e monótono, Terezinha revela que não tem do que reclamar e nos conta que tem dupla rotina pois na parte da manhã ela trabalha em outro lugar e só depois é que vai para o Mercado exercer sua função de ascensorista. A expectativa das pessoas de que seu trabalho é tedioso e enfadonho cai por terra quando nos deparamos com Terezinha e ela nos recebe com um sorriso largo e um bom dia estridente.
A impressão que se tem ao conhecer Terezinha é de que somos energizados. Tomamos um novo fôlego para enfrentarmos as dificuldades com mais animo e bom humor.
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